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A calvície é genética?

17/07/2018

Brasileiro é um bicho vaidoso, né não? E entre todas as vaidades existentes, seja para homens ou mulheres, uma das maiores é o cabelo. Pode ser crespo, cacheado, liso, ondulado, ruivo, castanho, loiro, multicolorido, curto, comprido, não interessa: a gente sempre quer manter o trato das madeixas em dia. Prova disso é que, de acordo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio), cada família gasta em média, por ano, R$ 600 em produtos para o cabelo.

 

 

Pois é, menino Ney, essa vida não está fácil! Imagine então para quem não pode exibir uma cabeleira como manda o figurino? O medo de perder o vasto topete atinge principalmente os homens e há quem diga que a queda dos cabelos esteja associada a alguns genes que herdamos de nossos pais. Mas será que isso é mesmo verdade?

 

 

Como não podia deixar de ser, nossa intrépida equipe foi buscar essa resposta com alguém que manja desses paranauês: o dermatologista do Ambulatório de Cabelos e Unhas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP João Carlos Lopes Simão.

 

Segundo ele, a genética tem sim relação com a perda dos cabelos, mas não é o único motivo. “Quando falamos em calvície, de um modo geral, englobamos todas as causas que levam à diminuição ou perda dos cabelos: fatores genéticos (maternos e paternos); alterações sistêmicas, hormonais e nutricionais, como doenças da tireoide, doenças autoimunes, anemia, cirurgias, dietas, síndrome dos ovários policísticos, entre outros; medicamentos diversos; fatores psíquicos e doenças específicas do couro cabeludo”, explica Simão.

 

É, entendemos seu susto: são muitas as causas. Além disso, de acordo com o dermatologista, existem vários tipos de calvície, mas a mais comum chama-se alopecia androgenética, e ela pode atingir tanto homens quanto mulheres.

 

 

Calma, garotas! Antes que vocês comecem a arrancar os cabelos de desespero, saibam que a probabilidade de perderem suas lindas madeixas é bem menor que a dos rapazes. E por que será? “Por fatores genéticos e hormonais. Os homens possuem mais testosterona que as mulheres. Ainda há muito a ser esclarecido na alopecia de padrão feminino em relação à sua fisiopatologia [estudo dos mecanismos da doença] e tratamento”, explica Simão.

 

O dermatologista também conta que o tratamento pode ser iniciado assim que começam os primeiros sintomas de queda dos fios. O diagnóstico é feito por meio de um exame chamado tricoscopia. O nome parece meio complicado, mas o exame é simples: o médico utiliza uma câmera com zoom superpotente, que pode aumentar até 70 vezes a imagem, para examinar o diâmetro e o número de fios no couro cabeludo.

 

 

Bem, melhor não se exceder na comemoração, jovem, pois temos duas notícias para você. A má notícia é que, embora tenha tratamento, a alopecia androgenética não tem cura. “Os tratamentos têm o objetivo de interromper a progressão da perda de fios ou, pelo menos, que a perda ocorra mais lentamente com o passar dos anos. Ele também promove aumento do diâmetro daqueles fios que ainda não sofreram afinamento completo”, diz o médico.

 

 

A boa notícia, segundo Simão, é que existem estudos já em fase avançada com o objetivo de estimular células-tronco e o nascimento de novos fios. “Há também o

tratamento cirúrgico, que consiste no implante nas áreas calvas de fios retirados de áreas doadoras na região posterior da cabeça”, diz ele.

 

É, realmente quando se fala de calvície ainda há muito o que ser estudado. Mas sem desânimo, galera! Afinal, a Ciência vem evoluindo cada dia mais. E também não têm nenhum problema em ser careca.

 

 

Enfim, se você quer manter as madeixas no lugar e está percebendo os primeiros sinais de queda, fique atento às dicas do dermatologista. “O manejo da calvície envolve, inicialmente, o diagnóstico correto. É fundamental que seja diagnosticado qual é o tipo de alopecia que o paciente tem. Após o diagnóstico correto, são instituídos os tratamentos, que incluem medicações e suplementos por via oral, tratamentos tópicos domiciliares e tratamentos feitos no consultório médico. O implante capilar também pode ser indicado e as técnicas atuais apresentam um resultado estético muito natural. É importante lembrar que a realização do implante não elimina a continuidade dos demais tratamentos, ou seja, o paciente deve ter acompanhamento contínuo”, explica Simão.

 

Portanto, jovem, mantenha o olho bem aberto com a cabeleira e, ao primeiro sinal de queda dos fios, procure um dermatologista!

 

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