• Facebook - White Circle
  • YouTube - White Circle
  • Twitter - Círculo Branco
Mais informações:  cienciaporai2017@gmail.com

As vacinas causam autismo?

19/10/2017

 

 

Calma, jovem! Embora a dúvida seja polêmica, não há evidências científicas de que as vacinas causam autismo. Muitas pesquisas sérias foram desenvolvidas para averiguar a suposta relação do autismo com as vacinas, mas nenhuma conseguiu relacionar uma coisa à outra. "’Milhões’ de trabalhos mostraram não existir essa associação entre vacinas e autismo, que isso não é verdadeiro. São estudos epidemiológicos randomizados [quando os integrantes dos grupos utilizados no experimento são escolhidos de forma aleatória] publicados em revistas de alto impacto e nível científico por pesquisadores idôneos", explica a pediatra do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto Gecilmara Salviato Pileggi.

 

Esse boato surgiu em 1998, quando o médico britânico Andrew Wakefield publicou um artigo na revista científica The Lancet associando o autismo infantil com a vacina tríplice viral, aquela que a gente toma para ficar imunizado contra sarampo, rubéola e caxumba. Além do número de crianças estudadas ser muito pequeno (eram 12), o médico falsificou alguns dados para colocar na pesquisa, o que a desqualifica.  

 

Você pode estar se perguntando: por que ele faria isso? Bom, há alguns indícios dos motivos. Primeiramente, ele recebeu dinheiro de um grupo de advogados envolvidos com processos contra danos causados pela indústria farmacêutica e ainda por cima estava tentando obter uma patente de uma nova vacina que, segundo ele, seria mais segura. Isso indica um conflito de interesses, o que pode ter motivado a manipulação dos resultados.

"A própria Organização Mundial da Saúde já se posicionou contra essas atitudes e mesmo assim existem pessoas que ainda se lembram dessa história fraudulenta, por isso a gente paga um preço enorme. Em 2014, por exemplo, houve um grande surto de sarampo na Europa. Mais de cem crianças morreram este ano lá por essa doença, que já era para ter sido erradicada", afirma Gecilmara.

 

A revista The Lancet já se retratou pelo artigo publicado há quase 20 anos por Wakefield, mas o vacilo ecoa até os dias de hoje. O índice de vacinação caiu desde a publicação do artigo e ainda não conseguiu se recuperar. Acontece que quanto mais pessoas não são vacinadas, mais em risco aquela comunidade está.

 

"Essas doenças são, como diz o nome, altamente contagiosas. Quando um indivíduo contaminado chega em um bolsão de suscetíveis [grupo de pessoas não vacinadas em localizações próximas], todo mundo ali pode pegar a doença", diz a médica, lembrando que tomar a vacina é um ato de cidadania e de respeito às pessoas com quem convivemos.  

 

Fica claro, então, que, além de não ter relação com autismo, as vacinas evitam o contágio de doenças que são realmente perigosas para as pessoas.

"Todo mundo sabe que vacina é a medida de maior impacto em saúde pública, que diminuiu enormemente os casos de doenças infecciosas. Assim, os benefícios da vacina suplantam qualquer tipo de contraindicação, mas por conta desses boatos e desses grupos anti-vacina que cresceram com informações não científicas, hoje se paga um grande preço", lamenta Gecilmara.

 

Portanto, se você estava perdendo o sono por causa da vacina que seu filho, sobrinho ou alguma outra criança conhecida tomou, pode voltar a dormir tranquilo! As vacinas que existem hoje são totalmente seguras e, o mais importante: salvam vidas!

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Destaque
Posts Recentes
Please reload

Arquivo