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Quando a Ciência melhora até sua corrida

27/09/2017

Ganhador do Prêmio Jovem Cientista em 2012, João Pedro Wieland desenvolveu um aplicativo para controlar os resultados de atividades físicas

 

Sabe aquele projeto super legal que você apresentou na feira de ciências e ficou guardado na gaveta ou num cantinho do seu quarto e você não sabe o que fazer com ele? Que tal inscrevê-lo em um concurso?

 

 

 

No Brasil, existem vários prêmios com o objetivo de estimular jovens que queiram desenvolver pesquisas. O Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é um deles. Ele foi criado em 1981 com a intenção de encontrar soluções para problemas do nosso cotidiano e também para incentivar a pesquisa em nosso país. Dá pra participar em três  categorias e uma delas é para projetos de alunos do ensino médio. Atualmente, de acordo com o CNPq, o prêmio está passando por uma reformulação e deve voltar em breve.

 

Ganhar o Jovem Cientista, além de ser uma oportunidade de mostrar seu projeto, pode ser também um momento para se abrir novas portas e ampliar seus horizontes. João Pedro Wieland foi um dos ganhadores em 2012, quando estudava no 1º ano do ensino médio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Hoje, ele é estudante de engenharia eletrônica da UFRJ.

 

 

 

 

O projeto baseou-se na criação de um aplicativo para celular que, a partir do ritmo da música que está sendo ouvida, controla os resultados de uma corrida no parque ou na esteira. A velocidade da atividade física pode variar de acordo com as batidas da música, já que a pessoa adequa seus movimentos a elas. Com isso, o aplicativo escolhe, de acordo com a intensidade da respiração do atleta, as músicas mais indicadas para aquele momento, fornecendo também informações sobre gasto calórico, distância percorrida e o Índice de Massa Corporal (IMC).

 

Mas de onde será que veio a ideia para um projeto como esse? João Pedro conta que sempre gostou de tecnologia e, quando era criança, adorava ver o pai consertando os eletrodomésticos de casa. “Comecei aprender o básico de criação de sites quando ainda estava no ensino fundamental. Logo no começo do ensino médio, já estava desesperado para brincar com programas mais complexos e aplicativos. No final, acho que o projeto foi indo para a área de informática naturalmente“.

 

Porém, até optar por este projeto, João Pedro teve várias idéias. “Elas iam desde tintas ecológicas para fazer pintura de quadras esportivas até análise de como os calçados interferem no desempenho de um atleta. Passei alguns dias pensando como poderia executar os projetos que havia pensado, já que tinha uma lista com seis ideias. Tentei seguir o método científico para tentar enxergar a ciência por trás delas e como poderiam ser úteis na vida das pessoas. Uma barreira que me fez desistir de alguns projetos foi a dificuldade técnica para fazer os testes. No final, a ideia do aplicativo de celular tinha a maior viabilidade de ser executada”, lembra.

 

Os conteúdos adquiridos no ensino médio também ajudaram na elaboração do projeto. João menciona a importância das aulas de biologia, que ensinaram sobre método científico e como funciona uma pesquisa. “O projeto foi desenvolvido durante a greve das universidades públicas de 2012, então eu só tive dois meses de aulas antes de desenvolver o projeto. Ainda assim, fui muito influenciado pelas aulas de biologia. Tenho certeza de que o ambiente de pesquisa da minha escola também me influenciou diretamente a procurar mais sobre pesquisas”.

 

Qual será a sensação de ganhar um prêmio como esse antes mesmo de entrar na universidade? Quão importante é o incentivo da sociedade para a produção científica? “Foi uma excelente surpresa e uma honra receber o prêmio logo no meu primeiro ano de ensino médio. O prêmio abriu diversas portas para mim e tive a oportunidade de conhecer diversos cientistas e viajar pelo Brasil para apresentar o projeto. Tive a sorte de estudar em uma escola que os professores mantêm uma produção científica ativa e várias oportunidades de iniciação científica júnior são oferecidas para os alunos. Acho que a educação brasileira estaria muito melhor se os alunos tivessem a oportunidade de desenvolver pesquisas científicas durante o ensino médio como eu tive”.

 

Agora, João Pedro faz planos para a vida acadêmica e também sua carreira. “Estou terminando o ciclo básico do meu curso agora e espero desenvolver pesquisas na área de segurança de informações e internet das coisas, áreas bem promissoras de engenharia de computação”.

 

Atualmente, o estudante faz pequenos projetos e integrou a equipe vencedora do Hackathon da UFRJ no último semestre. Eles desenvolveram um aplicativo para melhorar a comunicação e a integração entre as unidades da universidade.

 

Tem alguma dúvida? mande uma mensagem pro Ciência Por Aí.

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